Resenha – Uma aprendizagem ou o Livro dos Prazeres – Clarice Lispector

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Título: Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres
Autora: Clarice Lispector
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 174
Ano: 1980
Skoob
Onde comprar: Saraiva – Submarino

SINOPSE:  Nesta obra, Lóri é a personagem central, enquanto Ulisses ocupa um papel secundário, mero referencial para os pensamentos e atitudes de Lóri. O livro conta, acima de tudo, a viagem empreendida por Lóri em busca de si própria e do prazer sem culpa. Uma viagem na qual Ulisses funciona como um farol, indicando onde estão os perigos e o caminho correto para a aprendizagem do amor e da vida.

Lóri é de uma família de posses e morava com os pais e seus quatro irmãos na cidade de Campos, interior do estado do Rio de Janeiro. Embora fosse rica, já tivesse feito várias viagens à Europa durante a sua juventude, ela sempre se sentiu triste e angustiada com a vida.

Após a morte da mãe, a família passa por uma desestabilidade, o pai tem a fortuna reduzida a um terço e Lóri decide, então, ir morar sozinha. É na capital carioca que ela vive separada da família, trabalha como professora primária, entretanto, procura viver distante das pessoas evitando intimidades. Recebe uma mesada do seu pai que acaba contribuindo bastante nas suas despesas, mantendo o próprio apartamento e seus luxos. Loreley não tinha amigos, apenas uma cartomante que de vez em quando ela frequentava e na vida amorosa teve cinco experiências, porém, todas passageiras.

Numa noite em que esperava um táxi, ela conhece Ulisses, um professor universitário de filosofia. Ambos se aproximaram, ele apenas por desejá-la, ela buscava adquirir novos conhecimentos pelo fato dele ser um professor. A “amizade” entre os dois se fortalecia a cada dia. Por mais que ficasse a espera do chamado de Ulisses, ocorria em Lóri uma enorme dúvida em ir ou não ao seu encontro. Nesses encontros com Ulisses, ela se preocupava em apresentar-se de maneira extremamente sedutora, usando maquiagem e roupas atraentes, apesar dele já ter lhe dito que ela não tinha um bom gosto para se vestir.

Esperava durante vários dias por um telefonema dele e quando o telefone tocava nunca atendia de imediato, deixava tocar um pouco para que ele não a achasse ansiosa. Entretanto, muitas vezes pensava no que Ulisses estava se transformando para ela, no que ele parecia querer que ela soubesse, ela imaginava que ele queria ensinar-lhe a viver sem dor queria que ela, ao lhe perguntarem seu nome, não respondesse “Lóri”, mas que aprendesse a dizer “meu nome é eu”, pois teu nome, dissera ele, é um eu.

Iniciando a narrativa com uma vírgula, a autora surpreende o leitor, ao defrontá-lo com a história em andamento. Nesta obra, os protagonistas são forçados a realizar uma dolorosa viagem introspectiva, na qual Lóri e Ulisses viverão uma intensa transformação e caminharão para um estado de plena comunhão, buscando encontrar o caminho para a verdadeira aprendizagem. A história é narrada em terceira pessoa, por um narrador onisciente, pois conhece tudo sobre os personagens e sobre o enredo, sabe o que acontece no íntimo das personagens, suas emoções e pensamentos e é capaz de revelar suas vozes interiores, predominando o discurso indireto livre.

Este livro faz uma análise sobre relacionamento e comportamento humano, entretanto, é uma narrativa bastante complexa, houve a necessidade de ler mais de uma vez para uma melhor compreensão.

Indico a todas as pessoas que apreciam uma boa leitura!

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