Resenha – Memórias Póstumas de Brás Cubas

Olá caros leitores! Hoje eu trouxe pra vocês a resenha desta magnífica obra de Machado de Assis. Eu já li esse livro inúmeras vezes e não me canso. Espero que vocês apreciem a resenha que eu fiz com muito carinho.

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ISBN: 8598559-04-0 | Editora: Sol90 | Páginas: 209 | Ano: 2004 |Skoob: adicione

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Machado de Assis escreveu Memórias Póstumas de Brás Cubas em 1880 e é com essa obra que inicia o Realismo no Brasil. É uma historia que surpreende desse o título “Memórias Póstumas” o que sugere que foi escrito por alguém que já morreu. Além disso, a dedicatória é em forma de um epitáfio (frase escrita em túmulo) buscando, assim, atrair a atenção do leitor. Trata-se de um romance diferente de todos os outros, pois este é narrado por um defunto, Brás Cubas, membro da elite carioca do século XIX, herdeiro de terras e escravos.

Na infância Brás foi uma criança muito mimada por todos da família, principalmente por seu pai. Ao chegar à vida adulta se envolve com Marcela uma cortesã e por causa desse relacionamento ele quase leva sua família a falência. Diante desse ocorrido seu pai o obriga a ir para Lisboa estudar e se tornar um bacharel em Direito. Após alguns anos e com o falecimento da mãe ele retorna e tenta refazer sua vida com a ajuda do pai. 

Este é um livro de memórias diferente dos outros, pois, inicia-se pelo óbito e não pelo nascimento. Assim, aproveitando- se do fato de estar morto, o narrador pode falar de tudo e de todos, sem nenhuma culpa. Diante disso, através do narrador, Machado faz uma crítica à escravidão, ao preconceito, ao adultério, à sociedade da época que somente valorizava quem tivesse altos cargos e elevado poder aquisitivo, aos casamentos arranjados, realizados apenas com casais da mesma classe social.

Durante toda a sua vida Brás Cubas não concretizou nenhum dos seus projetos, pois não se empenhava para realizá-los. 

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Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. (p. 209).

O livro é composto por cento e sessenta capítulos e a narrativa não segue uma sequência linear, ela ocorre conforme as lembranças e pensamentos do narrador que relata ou interrompe conforme a sua conveniência.

E vocês, querem conhecer melhor a história desse defunto autor? Quem ainda não leu, não perca mais tempo e conheça essa maravilhosa obra da nossa literatura. Espero que vocês tenham gostado da resenha, pois este é o meu livro preferido.

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5 comentários sobre “Resenha – Memórias Póstumas de Brás Cubas

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