Resenha do filme: Que horas ela volta?

Olá meus queridos leitores, tudo bem com vocês? Hoje eu venho falar sobre o filme “Que horas ela volta?” que eu assisti e achei muito bom.

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Título: Que horas ela volta?
Gênero: Drama
Duração: 114 minutos
Direção: Anna Muylaert
Ano de Lançamento: 2015

Que Horas ela Volta narra a história de Val (Regina Casé), uma pernambucana que deixa sua terá natal e vai trabalhar para São Paulo à procura de uma vida melhor. Ela trabalha como empregada doméstica na casa do casal Carlos (Lourenço Mutarelli) e Bárbara (Karine Teles). Nessa residência ela faz de tudo: lava, cozinha, põe a mesa, retira os pratos, além de cuidar de Fabinho (Michel Joelsas) a quem ela dispensa todo carinho de mãe, já que, foi obrigada a deixar sua única filha no nordeste.

Bárbara é uma estilista famosa que está sempre em seus compromissos e assim, está sempre ausente. Diante disso, surge a frase “que horas ela volta?” Assim, em decorrência da ausência materna, ele cria um vínculo afetivo muito grande com a empregada.

Uma cena retratada na mesa do jantar, nos mostra a rotina e a frieza do relacionamento entre as pessoas daquela família. Todos à mesa cada um com seu celular, cada um no seu mundinho paralelo. Nenhuma conversa, nenhum olhar, nenhuma interação entre si.

Tudo sairá da rotina com a chegada de Jéssica (Camila Márdila), filha da empregada que vai pra São Paulo prestar vestibular pra Arquitetura. Ela é uma menina inteligente, questionadora e está longe de se submeter às regras impostas pela dona da casa onde mora.

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Outra cena interessante é quando Val apresenta sua filha aos donos da casa e ela diz que irá prestar vestibular para uma determinada instituição. É possível perceber na expressão dos patrões a frase “como uma filha de empregada, pobre vai passar pra essa instituição?” Ironicamente ela passa e Fabinho que fez vários cursos, porém ao contrário de Jéssica não é muito estudioso, é reprovado.

Uma situação ocorrida em cena que eu creio que todos nós já ouvimos algum fato a respeito é sobre o momento em que Jéssica pede um doce depois do almoço e ela pega o sorvete “delas”, pois existem dois tipos: o especial dos patrões e o da empregada.

Diante de toda a situação vivenciada, Val tenta fazê-la compreender qual a sua “posição” na casa, dizendo a ela que “Tem coisas que a gente já nasce sabendo”.
Val já está há uma década na casa, ou seja, ela já é “quase” da família. O filme faz uma crítica às desigualdades socias, à maneira como as empregadas domésticas foram e são tratadas pela classe média e alta.

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11 comentários em “Resenha do filme: Que horas ela volta?

  1. Amei o filme!!! Somente agora o assisti por acaso, numa hora não muito comum pra mim! Depois do Altas Horas! Sempre gostei muito de Regina Casé, e o filme foi muito bem protagonizado por ela! Aprecio seu trabalho desde sua participação no sítio do pica pau amarelo. Acabei falando mais dela, não foi?! Mas acho q ela se sobrepõe ao próprio filme!!

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    1. Com certeza! Ela representou muito bem o papel de Val. Eu ainda n conhecia o trabalho dela como atriz, mas nesse filme ela estava maravilhosa. Obrigada por comentar. Beijos!

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  2. Parece um filme ótimo, eu já tinha ouvido falar, mas não imaginei que fosse essa história, se seu post já me fez refletir um monte preciso ir logo assistir esse filme.
    ;*

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  3. Ainda não vi esse filme, mas já participei da “realidade” que ele retrata e confesso que fiquei espantada em ver que os empregados eram “estranhos” na casa das pessoas. Vim de outra realidade em que o “quase” não existia porque era uma pessoa da família, conhecia melhor a nossa casa que nos mesmos e a nós também. Mas não tinha o sorvete dela como no filme.
    Quando fui morar com mio amore a moça que trabalhava na casa não se sentava a mesa com a gente. Foi muito difícil mudar isso. Ela me dizia que sabia o seu “lugar”. Acho certas coisas estranhíssimas… Bacio

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