Resenha – A Bibliotecária de Auschwitz – Antonio G. Iturbe

 

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ISBN: 978-85-2201-584-9 | Editora: Agir | Páginas: 360 | Ano: 2014
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Sinopse: Uma garota de 14 anos. Um professor. Oito livros. Esperança. Em plena Segunda Guerra Mundial, no maior e mais cruel campo de concentração do nazismo, cerca de quinhentas crianças convivem todos os dias com a morte e com o sofrimento. No pavilhão 31, de vez em quando uma janela é aberta para férias. Obra de Fred Hirsch, o professor que consegue convencer os alemães a deixa-lo entreter as crianças. Desta forma, garante ele aos nazistas, seus pais – judeus – trabalhariam bem melhor. Os alemães concordam, mas com uma condição: seria terminantemente proibido o ensino de qualquer conteúdo escolar no local. Mal sabiam eles o que a jovem Dita guardava na barra da saia: livros. Baseado na história real de Dita Dorachova, A bibliotecária de Auschwitz é o registro de uma época triste da história, mas também o relato de pessoas corajosas que não se renderam ao terror e se mantiveram firmes na luta por uma vida melhor, munindo-se de livros.

“Num lugar como Auschwitz, onde tudo é projetado para fazer chorar, o riso é um ato de rebeldia.” (pág.188)

Vamos conhecer a história de Dita Adlerova, uma menina que foi levada juntamente com seus pais para o campo de concentração de Auschwitz. Lá, ela é designada para ocupar o cargo de bibliotecária do Bloco 31.

Mas como isso é possível? Uma biblioteca dentro de Auschwitz?

O Bloco 31 é um barracão destinado às crianças, local onde elas têm apenas atividades lúdicas, pois, era proibido o ensino de qualquer disciplina escolar.

Graças a Fredy Hirsch, um instrutor de esportes juvenis que “conseguiu convencer as autoridades alemãs do Lager de que manter as crianças entretidas num barracão facilitaria o trabalho dos pais naquele campo BIIb”. Assim, ele tornou-se o responsável por aquele local onde, clandestinamente, funcionava uma escola.

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Diante de tanto sofrimento, dos trabalhos forçados, da fome e do frio, no Bloco 31 todos eram levados a sentirem-se pessoas.

Quando as pessoas são arrebanhadas, marcadas e sacrificadas como animais, chegam a acreditar que são quadrúpedes. Rir e chorar faz com que se lembrem que ainda são pessoas.” (pág. 31)

Naquele lugar onde, constantemente a morte se fazia presente, Dita, Fredy Hirsch e os demais professores tentavam levar àquelas crianças um pouco de alegria e conhecimento.

A biblioteca do Bloco 31 era formada por oito livros, dentre eles dois romances um escrito em russo e o outro em tcheco, que apesar de escritos em uma língua diferente eram utilizados nas aulas. Além disso, Dita recrutava os ‘livros vivos’, que eram professores que conheciam profundamente uma determinada obra e contava a história aos alunos.

Através da narrativa vamos conhecendo outros personagens como Margit, que fará parte da vida de Dita, uma amiga a quem ela terá como uma verdadeira irmã, o Dr. Mengele, um médico nazista que, segundo os comentários ouvidos no campo era o responsável por experimentos terríveis utilizando seres humanos, e tantos outros que surgirão no decorrer da história.

Dita é uma menina ativa, disposta e cheia de esperança. Ela se espelha no líder do Bloco 31, que a incentiva a nunca desistir, que um dia a verdade aparecerá para o mundo e eles serão libertos daquele lugar de sofrimento.

É uma história baseada em fatos reais, narrada em terceira pessoa, com uma escrita simples e uma descrição minuciosa, de maneira que leva o leitor a vivenciar os fatos e por esse motivo é uma leitura emocionante e muito sofrida.

No final do livro o autor traz informações acerca de alguns personagens, além de relatos sobre a viagem feita por ele a Auschwitz- Birkenau, as sensações que experimentou naquele local e o encontro emocionante com Dita que ainda vive em Israel. Tudo isso faz parte da pesquisa que resultou nessa obra.

Encontrei alguns erros de revisão, porém, nada que pudesse atrapalhar a leitura e nem a compreensão da mesma.

“A vida, qualquer vida, dura muito pouco. Mas se conseguimos ser felizes, ao menos por um instante, terá valido a pena.” (pág. 259)

Espero que tenham gostado da resenha. Vale muito a pena conhecer a história dessa bibliotecária que é uma verdadeira guerreira.

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7 comentários em “Resenha – A Bibliotecária de Auschwitz – Antonio G. Iturbe

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