Quotes: O Ofício de Matar Suicidas

Oi gente, tudo bem com vocês? Eu estou lendo O Ofício de Matar Suicidas, um livro muito legal do autor José Ewerton Neto e resolvi compartilhar com vocês alguns quotes que eu selecionei. 

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Título: O Ofício de Matar Suicidas
Autor: José Ewerton Neto
Editora: Artepaubrasil
Páginas: 111
Skoob: adicione 
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Sinopse: O oficio de matar suicidas é a história de um indivíduo que, por falta de outra opção na vida e decepcionado com sua própria covardia, um belo dia decide colocar um anúncio de jornal oferecendo-se para abreviar a vida daqueles que não têm coragem suficiente para isso. Os ofertas se sucedem e o matador, sem a mínima vocação para o ofício que se propôs, acaba incorporando uma notável dependência do exercício que lhe é exigido pelo ambiente e pelos personagens que passa a frequentar. A trama ganha em mistério e tensão de caso em caso, o que remete às encruzilhadas típicas do policial noir. No entanto, a linguagem satírica do autor explorando o tragicômico das situações, ameniza a morbidez do tema, fazendo com que o leitor seja seduzido pela narrativa leve e pela empatia do personagem ( com sua personalidade mesclada de auto complacência e ironia ) e cresça em expectativa, torcendo até o fim pela solução do seu destino.
Sendo esta a terceira edição do livro, a editora destaca na contra capa a reprodução na vida real de episódios semelhantes ocorridos após a criação dos fatos e personagens desse romance, mostrando que , neste caso, a vida copiou a ficção. 

“Sim, porque a ideia genial não surgiu do nada. A bem da verdade surgiu de um prato de sopa, mais precisamente de uma mosca, que eu ia comendo distraído e, até certo ponto, satisfeito por ter encontrado, afinal, algo sólido naquele oceano de água rala que era minha única e habitual refeição no botequim do Gordo que, aliás, era o único que tinha compreensão para os meus pagamentos de fim de semana, que acabavam ficando para o fim do mês e, daí, para o fim do ano, a ver se se confundiam com os presentes natalinos.”

“Marquei o encontro para a Praça Central. De longe descobri, com um incrível faro, o suicida. Solitário, cobria-se com um capote velho e fumava nervosamente. De vez em quando, apertava o queixo de encontro ao peito num gesto nervoso e desesperado. Usava óculos escuros a essa hora da noite, estranhamente, numa atitude típica dos angustiados e desarrazoados.”

“Corri para a janela e olhei para baixo. Vi um alarido na calçada causado por uma pequena multidão que se aglomerava em torno de algo ou de alguém. Pessoas olhavam para cima, em minha direção ou apareciam nas janelas dos prédios vizinhos. Três andares abaixo (estávamos no quarto) consegui finalmente distinguir, em meio a uma confusão de pessoas, frutas, e verduras espalhadas na calçada, um cachorro morto, do qual se esvaia um filete de sangue. Ouviu-se o som de uma sirene e a polícia chegou em seguida.”

Vocês já leram essa obra? O que acharam? Espero que tenham gostado.

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