Resenha – A vida que ninguém vê – Eliane Brum

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Título: A vida que ninguém vê
Autora: Eliane Brum
Ano: 2006
Editora: Arquipélago Editorial
Número de páginas: 208
Skoob: Adicione
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“Uma frase só existe quando é a extensão em letras da alma de quem a diz”
A vida que ninguém vê é uma coletânea de 21 crônicas escritas pela jornalista Eliane Brum, que se utilizou de relatos vivenciados por pessoas anônimas para contar essas histórias que inicialmente foram publicadas em uma coluna do Jornal Zero Hora e posteriormente foram transformadas em livro.

Vencedor do Prêmio Jabuti 2007 como melhor livro de reportagem, A vida que ninguém vê é composto por histórias emocionantes como o enterro de pobre, na qual, um senhor acaba de enterrar o filho que nasceu morto devido ao descaso no tratamento de saúde da mãe.
“Não há nada mais triste do que enterro de pobre porque não há nada pior do que morrer de favor. “
“A diferença maior é que o enterro de pobre é triste menos pela morte e mais pela vida.”
Em outro momento somos apresentados a Eva, uma mulher que recusou a ser  vítima, apesar de reunir todos os requisitos para tal sentença: era mulher, negra e pobre. No entanto, ela enfrentou todos os obstáculos, e mesmo a sua limitação física não foi suficiente para fazê-la desistir dos seus sonhos. 
“A vida é pródiga em paradoxos. O de Eva é que a odeiam porque não podem sentir pena dela. É o do mundo é que as piores deformações são as invisíveis. “

Outros personagens fascinantes vão surgindo no decorrer do livro como Adail que passou a vida toda trabalhando no aeroporto e nunca viajou de avião, Tierri que sempre chora em todos os velórios, mesmo o de pessoas desconhecidas por ele, Clodair, com sua voz grave anunciando jogos de loteria e que se tornou o terror dos alunos do pré-vestibular, dentre tantos outros.

Como sugere o título, A vida que ninguém vê pode ser compreendida como a existência de histórias de pessoas comuns, que na maioria das vezes não são destaque nos meios de comunicação e que fazem parte do nosso cotidiano.

Sobre o aspecto físico, o livro é em brochura, apresenta uma boa diagramação, as fontes são confortáveis e tem uma boa revisão.

Eliane Brum conseguiu enxergar na vida dessas pessoas histórias de valor que de alguma forma nos tocam e nos encantam. E que Vidas que ninguém vê podem algum dia serem vistas e proporcionarem grandes experiências para outras pessoas.

Sonhos, tragédias, descaso, solidariedade são alguns do elementos que compõe esse livro.

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3 comentários sobre “Resenha – A vida que ninguém vê – Eliane Brum

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