Resenha – Pai Contra Mãe – Machado de Assis

Olá leitores! A resenha de hoje é do conto Pai Contra Mãe de Machado de Assis. Tive conhecimento deste conto ainda na faculdade, mas, recentemente fiz a releitura dele. É uma narrativa que descreve um período muito triste da história do nosso país que foi a escravidão.

Pai Contra Mãe.jpg

ISBN-10: 8525408921|Ano: 2001|Páginas: 30 Editora: Artes e Ofícios Compre: Amazon

Pai Contra Mãe foi publicado pela primeira vez no ano de 1906, poucos anos após a abolição da escravatura no Brasil e faz parte do livro Relíquias da Casa Velha.

O conto, narrado em terceira pessoa, traz a história de Cândido Neves, um homem que por não conseguir se fixar em nenhum emprego, torna-se um caçador de escravos fugitivos, uma atividade comum para a época. 

Ele se casa com a jovem Clara, uma moça órfã que vive com a Tia Mônica, a quem ela ajuda com os trabalhos de costureira. Clara logo engravida e diante da escassez de escravos fugidios, a família enfrenta grande dificuldade financeira.

O proprietário da casa onde moravam exigiam receber os meses de aluguel atrasados, logo, não foi possível ficar mais naquele lugar e eles foram morar de favor. A criança nasce e tia Mônica convence o casal a levar o bebê para Roda dos Enjeitados.

PAI_CONTRA_MAEPara evitar que a criança morresse de fome, Cândido Neves decide levá-la, porém, ao passar pela Rua da farmácia ele avista uma mulher com as características de uma escrava fugitiva. No mesmo instante ele deixa o filho com o farmacêutico e vai atrás daquela mulher. Ela revela que está grávida, suplica, chora, mas isso não impede que o caçador a leve ao seu dono.

Cândido Neves recebe a sua recompensa de cem mil-réis, pega seu filho de volta com o farmacêutico e volta para casa, enquanto a escrava Arminda aborta o bebê que esperava. Para salvar o seu filho Cândido Neves contribuiu para a morte de uma outra criança. 

É possível observar que Machado faz uma dura crítica à sociedade brasileira daquele período, denunciando a condição desumana e a exploração vivenciada não apenas pelos negros escravos, mas também pelos brancos, que apesar de não serem escravos viviam em situação de extrema pobreza.

 

 

 

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