Resenha – O Diário de Anne Frank

O Diário de Anne Frank foi escrito por uma garota que vivenciou um dos períodos mais tenebrosos da História: A II Guerra Mundial. Durante dois anos, Anne, sua família e mais quatro pessoas viveram escondidos em um conjunto de cômodos nos fundos da empresa onde seu pai trabalhava.

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Título: O Diário de Anne Frank
Ano: 2007
Páginas: 378
Editora: Bestbolso
ISBN-10: 8577990001
Skoob: adicione
Onde comprar: Amazon

Este diário inicia-se a partir do momento em que Anne completa 13 anos de idade e recebe de presente um diário que ela passa a chamar de querida Kitty. Nele, Anne começa a escrever suas vivências de menina, fatos sobre sua família e sobre sua escola. Mas quando Margot, sua irmã mais velha, recebe uma convocação para comparecer a um centro nazista, toda a família, que já estava planejando fugir a algum tempo, decide partir naquela mesma noite.

Com a ajuda de amigos, eles se escondem nos cômodos que passam a ser chamados de Anexo Secreto. Inicialmente, foram seu pai Otto Frank,  sua mãe Edith Frank, sua irmã Margot e Anne. Logo em seguida chegaram ao anexo a família Van Dan composta pelo casal e seu filho Peter. Posteriormente, um dentista chamado Dussel se juntaria às duas famílias no esconderijo.

Anne passa a escrever sobre seu cotidiano, e os fatos narrados durante esse período são impressionantes. Desde o momento em que chegaram ao local, as janelas foram cobertas com cortinas improvisadas para evitar que quem tivesse de fora notasse qualquer movimento lá dentro, além disso, todos conversavam sussurrando, pois durante o dia a empresa que havia no prédio estava aberta e com vários funcionários trabalhando, portanto, qualquer ruído que fizessem, eles poderiam ser descobertos. Em determinados horários a descarga do sanitário não deveria ser utilizada para não fazer barulho. O medo se tornou companheiro inseparável de todos. A cada barulho estranho que era ouvido do lado de fora do anexo, todos ficavam aterrorizados.

Como toda adolescente, Anne está passando por uma fase de descobertas, dúvidas e anseios, ela narra sobre as mudanças no seu corpo, a descoberta da sua sexualidade, sobre os seus desejos, seu relacionamento com Peter Van Dan que tem início como uma forte amizade e os dois acabam se beijando, mas logo em seguida ela percebe que aquilo foi só um momento.

“Acho que o que me está acontecendo é tão maravilhoso, não apenas as transformações que se podem ver em meu corpo, mas principalmente o que está acontecendo dentro de mim! Nunca falo com ninguém sobre essas coisas, por isso tenho de falar delas comigo mesma.”

O tempo vai passando  e a dificuldade de convivência entre essas pessoas ficam cada vez mais evidente. Anne e sua mãe tem discussões terríveis e o relacionamento entre as duas é bastante difícil. Mas, apesar de tudo Anne tenta manter os sonhos e imagina o que irá fazer quando conseguir sair daquele lugar. Pensa em ser jornalista, escrever vários livros, viajar para outros países e aprender outros idiomas. 

Durante o tempo em que esteve no esconderijo, ela passou estudando muito, fez curso por correspondência, leu clássicos, estudou a árvore genealógica de reis, rainhas e pessoas importantes, também iniciou um livro que não concluiu e escreveu este diário. Na maior parte do tempo todos tentavam fazer daquele momento o mais “normal” possível. Comemoravam aniversário, dia de São Nicolau e outras datas importantes para os judeus.

“Hoje é aniversário da sra. Van Daan. Demos a ela um pote de geléia, alguns cupons para queijo, carne e pão. Do marido, de Dussel e de nossos protetores, recebeu coisas de comer e flores. Esses são os tempos em que vivemos!”

Infelizmente, quando a Guerra está quase terminando alguém denuncia o esconderijo e todos do anexo secreto são presos e deportados. A família de Anne é separada, porém ela e Margot ficam juntas e acabam morrendo de tifo em um campo de concentração em março de 1945. Dos oito moradores do anexo, o único sobrevivente é Otto Frank, o pai de Anne, que ao ser libertado volta e recebe de uma amiga os escritos que Anne deixou e que mais tarde viriam a se tornar este diário.

Anne Frank

É possível perceber através da escrita deste livro o amadurecimento de Anne enquanto viveu no anexo. Ela passa por grandes dificuldades, porém, se mostra uma garota bastante madura para a pouca idade que tem. Este diário deve ser lido por todas as pessoas para que o mundo jamais esqueça desse terrível período da história da humanidade e assim, evite que algo semelhante venha a acontecer novamente.

Já li muitas obras sobre o Holocausto e a Segunda Guerra, porém, nenhuma delas mexeu tanto comigo quanto este diário. Como não se emocionar sabendo que a pessoa que escreveu tudo isso estava sentindo aquilo tudo na própria alma? Além disso, é muito doloroso ler estas palavras hoje, sabendo de tudo o que veio a acontecer depois a essas pessoas.

“Quantas vezes já me perguntei se não teria sido melhor para todos nós não nos havermos escondido, se não teria sido melhor estarmos mortos em vez de termos que passar por toda essa miséria, principalmente porque, assim, não estaríamos arrastando ao perigo nossos protetores. Mas a verdade é que fugimos desses pensamentos, pois ainda amamos a vida, a natureza, e, apesar de tudo, esperamos. Que aconteça alguma coisa: tiroteio, se preciso for. Nada nos abate mais do que esta incerteza. Que venha o fim, por pior que seja; pelo menos havemos de saber se vencemos ou perdemos.”

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22 comentários sobre “Resenha – O Diário de Anne Frank

  1. Naah disse:

    Estou lendo no momento pois minha professora de português resolveu me emprestar o livro, já que é isso que o ensino médio acompanha em história. Fascinante história, triste e envolvente. Eu realmente estou adorando e consequentemente me sentindo triste pelo horror vivido. Assisti alguns filmes sobre a guerra e realmente é triste e revoltante a raça do ser human.

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  2. Naah disse:

    Estou lendo no momento pois minha professora de português resolveu me emprestar o livro, já que é isso que o ensino médio acompanha em história. Fascinante história, triste e envolvente. Eu realmente estou adorando e ao consequentemente me sentindo triste pelo horror vivido. Assisti alguns filmes sobre a guerra e realmente é triste e revoltante a raça do ser human.

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  3. Ana Carolina Fernandes disse:

    Lembro de querer muito esse livro, de ouvir minha mãe dizer que leu na adolescência e que era triste por ser passar na época do holocausto. Só sabia disso. Quando eu terminei de ler não parava de soluçar de tanto chorar, porque a história é real.

    Curtido por 1 pessoa

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