Resenha – Do que estamos falando quando falamos de estupro – Sohaila Abdulali

Terminei a leitura desse livro já faz quase um mês e ainda não consegui escrever sobre ele. Imagine que falar de um livro que trata de estupro te deixa praticamente sem palavras, o que dizer então das vítimas de estupro que precisam ou desejam relatar a violência que sofreram?!

Do que estamos falando quando falamos de estupro

ISBN-13: 9788554126346
Ano: 2019
Tradução:Luis Reyes Gil
Páginas: 256
Editora: Vestígio
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*Livro cedido pela editora Vestígio

Do que Estamos Falando Quando Falamos de Estupro é um livro que choca desde o primeiro capítulo. Nele, a autora Sohaila Abdulali relata o estupro coletivo que sofreu quando tinha 17 anos e, ao contrário de muitas, ela decidiu romper a barreira do silêncio e enviar sua história para ser publicada em uma revista feminina. Além disso, desde a sua graduação, Sohaila decidiu pesquisar sobre o tema estupro e mais tarde viria a trabalhar em um Centro de Emergência ao Estupro em Cambridge.

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Resenha – O Sol Ainda Brilha – Anthony Ray Hinton

Antes de conhecer este livro, eu acreditava que histórias como esta só existissem em roteiros de filmes e séries. No entanto, para minha tristeza eu estava totalmente enganada. Esta é a história real de um homem que ficou preso durante trinta anos no corredor da morte por crimes que não cometeu.

“— Aplique-me um teste no detector de mentiras, faça eu tomar o soro da verdade, use hipnose, me dê o que for que possa mostrar a eles que estou dizendo a verdade.”

Resenha o Sola Ainda Brilha

ISBN-13: 9788554126254
Ano: 2019
Tradutor: Luis Reyes Gil
Páginas: 320
Editora: Vestígio
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*Livro cedido pela Editora Vestígio

Anthony Ray Hinton nasceu no Alabama, Sul dos Estados Unidos. Desde muito cedo precisou encontrar meios para conviver em uma sociedade, na qual nascer pobre e negro era quase uma sentença de morte.

O Sol Ainda Brilha é um retrato triste de injustiça e preconceito racial sofrido por Anthony Ray Hinton, um homem negro que passou 30 anos de sua vida no corredor da morte lutando para provar sua inocência. 

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Resenha- Por Que Crianças Matam – Gitta Sereny

No livro Por Que Crianças Matam – a história real de Mary Bell, a autora Gitta Sereny acompanha a trajetória de Mary Bell, uma menina de 11 anos que foi julgada e condenada à prisão perpétua por ter matado dois garotinhos na cidade em Newcastle Upon Tyne, Inglaterra.

resenha-por-que-criancas-matamISBN-13: 9788554126223
Ano: 2019
Páginas: 400
Tradução: Erick Ramalho
Editora: Vestígio
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*Livro cedido pela editora

 

Mary Bell e Norma Bell (as duas não são irmãs) foram presas acusadas pelas mortes dos meninos de 3 e 4 anos de idade, no entanto, apenas Mary foi condenada. Depois disso, Mary passou por diversas prisões, as quais não estavam preparadas para receber um criança assassina e com a mente tão perturbada.

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Resenha – Favores Vulgares – Maureen Orth

Versace. Já tinha ouvido falar desse nome em alguns programas e entrevistas sobre moda. Até já tinha visto entrevistas com Donatella Versace, mas não fazia ideia que o criador dessa marca, o estilista Gianni Versace, havia sido assassinado. 

Resenha-favores-vulgares-Maurren-OrthISBN-13: 9788554126193
Tradução: Jim Anotsu
Ano: 2018
Páginas: 448
Editora: Vestígio
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*Livro cedido pela Editora

Favores Vulgares – A história real do homem que matou Gianni Versace é um livro-reportagem escrito por Maureen Orth e que foi publicado no Brasil em 2018 pela Editora Vestígio. O livro traz uma profunda investigação acerca da vida de Andrew Cunanan, o homem responsável pela morte de Gianni Versace e mais quatro pessoas. 

Andrew Cunanan nasceu em uma família de classe média e desestruturada, mas desde muito cedo seus pais o levaram a crer que ele merecia tudo de melhor e mais caro que a vida tivesse a oferecer. Desde criança, Andrew sempre foi considerado muito bonito, alegre e inteligente. Seus pais faziam o possível para dar a ele tudo o que as crianças ricas tinham, inclusive o matriculou em um dos colégios mais caros e prestigiados daquela região.

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Resenha – A vida que ninguém vê – Eliane Brum

A vida que ninguém vê é uma coletânea de 21 crônicas escritas pela jornalista Eliane Brum, que se utilizou de relatos vivenciados por pessoas anônimas para contar essas histórias que inicialmente foram publicadas em uma coluna do Jornal Zero Hora e posteriormente foram transformadas em livro.

“Uma frase só existe quando é a extensão em letras da alma de quem a diz”

Autora: Eliane Brum | Ano: 2006 | Editora: Arquipélago Editorial | Páginas: 208 | Skoob: adicione 
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Vencedor do Prêmio Jabuti 2007 como melhor livro de reportagem, A vida que ninguém vê é composto por histórias emocionantes como o enterro de pobre, na qual, um senhor acaba de enterrar o filho que nasceu morto devido ao descaso no tratamento de saúde da mãe.

“Não há nada mais triste do que enterro de pobre porque não há nada pior do que morrer de favor. “

Em outro momento somos apresentados a Eva, uma mulher que recusou a ser vítima, apesar de reunir todos os requisitos para tal sentença: era mulher, negra e pobre. No entanto, ela enfrentou todos os obstáculos, e mesmo a sua limitação física não foi suficiente para fazê-la desistir dos seus sonhos.

“A vida é pródiga em paradoxos. O de Eva é que a odeiam porque não podem sentir pena dela. É o do mundo é que as piores deformações são as invisíveis.”

Outros personagens fascinantes vão surgindo no decorrer do livro como Adail que passou a vida toda trabalhando no aeroporto e nunca viajou de avião, Tierri que sempre chora em todos os velórios, mesmo o de pessoas desconhecidas por ele, Clodair, com sua voz grave anunciando jogos de loteria e que se tornou o terror dos alunos do pré-vestibular, dentre tantos outros.

Como sugere o título, A vida que ninguém vê pode ser compreendida como a existência de histórias de pessoas comuns, que na maioria das vezes não são destaque nos meios de comunicação e que fazem parte do nosso cotidiano.

Leia também: O Peso do Pássaro Morto, de Aline Bei

Sobre o aspecto físico, o livro é em brochura, apresenta uma boa diagramação, as fontes são confortáveis e tem uma boa revisão.

Eliane Brum conseguiu enxergar na vida dessas pessoas histórias de valor que de alguma forma nos tocam e nos encantam. E que Vidas que ninguém vê podem algum dia serem vistas e proporcionarem grandes experiências para outras pessoas.

Sonhos, tragédias, descaso, solidariedade são alguns dos elementos que compõe esse livro.

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